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Procedimento · Medicina do Esporte

Proloterapia com precisão guiada por imagem.

Injeção de solução de dextrose em enteses e articulações que provoca uma resposta inflamatória local controlada — o sinal de que o corpo precisa reconstruir tecido.

CRM-PR 22514 RQE Ortopedia 16153 RQE Medicina do Esporte 24305 CEMEP Care · Londrina/PR

O que é

Entenda a proloterapia

A proloterapia consiste na aplicação de uma solução proliferante — em geral dextrose hipertônica — diretamente na entese (onde o tendão encontra o osso), no ligamento ou dentro da articulação dolorosa.

O objetivo não é “inflamar por inflamar”: a solução cria um estímulo mecânico e osmótico que reativa a cascata de reparo em tecidos que pararam de cicatrizar. É usada há décadas em medicina musculoesquelética e integra o arsenal de terapias regenerativas.

Indicações

Para quem é indicado

  • Tendinopatias crônicas (que não responderam a reabilitação bem conduzida)
  • Entesopatias e dor na inserção de tendões (epicôndilo, trocânter, patela, calcâneo)
  • Dor articular crônica, incluindo osteoartrite de joelho leve a moderada
  • Instabilidade ligamentar leve (ex.: sacroilíaca, lombar selecionada)
  • Dor persistente após lesão ligamentar com cicatrização incompleta

Como é realizado

Passo a passo

  1. Avaliação clínica com exame físico dirigido e ultrassonografia para confirmar o alvo
  2. Assepsia e marcação dos pontos a serem estimulados
  3. Aplicação de múltiplas picadas com solução de dextrose no tecido-alvo
  4. Sessões repetidas a cada 2–6 semanas — o reparo é progressivo, não imediato
  5. Em geral 3 a 6 sessões por ciclo, conforme resposta clínica

Recuperação

Depois do procedimento

A dor local costuma aumentar por 24 a 72 horas — é parte do estímulo pretendido. O retorno à atividade é gradual e orientado por sintoma:

  • Primeiras 48 h: gelo leve se necessário, evitar anti-inflamatórios que possam atenuar o estímulo (converse antes de usar)
  • Dias 3–7: caminhada e atividades leves conforme tolerância
  • Semana 2 em diante: progressão de carga guiada, mantendo o programa de reabilitação

Evidência

O que a ciência diz

A melhor evidência da proloterapia está em osteoartrite de joelho e em tendinopatias crônicas, com ensaios clínicos mostrando melhora de dor e função em parte dos pacientes. A resposta é individual: ela funciona melhor quando combinada a um programa de exercícios — o estímulo abre a janela, a reabilitação constrói o tecido.

Perguntas frequentes

Sobre a proloterapia.

A proloterapia dói?

Há desconforto durante a aplicação e uma dor de reparo nas primeiras 24–72 horas, geralmente controlável com analgesia simples e gelo. A maioria dos pacientes retoma as atividades leves no dia seguinte.

Qual a diferença para o PRP?

A proloterapia usa dextrose (estímulo osmótico); o PRP usa fatores de crescimento do seu próprio sangue. São estratégias da mesma família — a escolha depende do tecido, do tempo de lesão e do custo-benefício, decididos na consulta.

Quantas sessões preciso?

Em geral um ciclo de 3 a 6 sessões, com reavaliação clínica entre elas. Tendões crônicos respondem de forma progressiva — o resultado se consolida em semanas, não em horas.

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