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Procedimento · Medicina do Esporte
Injeção de solução de dextrose em enteses e articulações que provoca uma resposta inflamatória local controlada — o sinal de que o corpo precisa reconstruir tecido.
O que é
A proloterapia consiste na aplicação de uma solução proliferante — em geral dextrose hipertônica — diretamente na entese (onde o tendão encontra o osso), no ligamento ou dentro da articulação dolorosa.
O objetivo não é “inflamar por inflamar”: a solução cria um estímulo mecânico e osmótico que reativa a cascata de reparo em tecidos que pararam de cicatrizar. É usada há décadas em medicina musculoesquelética e integra o arsenal de terapias regenerativas.
Indicações
Como é realizado
Recuperação
A dor local costuma aumentar por 24 a 72 horas — é parte do estímulo pretendido. O retorno à atividade é gradual e orientado por sintoma:
Evidência
A melhor evidência da proloterapia está em osteoartrite de joelho e em tendinopatias crônicas, com ensaios clínicos mostrando melhora de dor e função em parte dos pacientes. A resposta é individual: ela funciona melhor quando combinada a um programa de exercícios — o estímulo abre a janela, a reabilitação constrói o tecido.
Perguntas frequentes
Há desconforto durante a aplicação e uma dor de reparo nas primeiras 24–72 horas, geralmente controlável com analgesia simples e gelo. A maioria dos pacientes retoma as atividades leves no dia seguinte.
A proloterapia usa dextrose (estímulo osmótico); o PRP usa fatores de crescimento do seu próprio sangue. São estratégias da mesma família — a escolha depende do tecido, do tempo de lesão e do custo-benefício, decididos na consulta.
Em geral um ciclo de 3 a 6 sessões, com reavaliação clínica entre elas. Tendões crônicos respondem de forma progressiva — o resultado se consolida em semanas, não em horas.
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