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Procedimento · Medicina do Esporte

Ondas de choque com precisão guiada por imagem.

Terapia extracorpórea de ondas de choque (ESWT): estímulo mecânico de alta energia que induz angiogênese, modula a dor e reativa a cicatrização em tendinopatias e fasciopatias crônicas — sem agulha.

CRM-PR 22514 RQE Ortopedia 16153 RQE Medicina do Esporte 24305 CEMEP Care · Londrina/PR

O que é

Entenda as ondas de choque

As ondas de choque são pulsos acústicos de alta energia aplicados sobre o tecido lesado. Existem duas famílias: focal (energia concentrada em profundidade definida) e radial (pressão difusa, mais superficial). A escolha depende do tecido e da profundidade do alvo.

O mecanismo é o oposto do que o nome sugere: não é “quebrar”, é estimular — microestresses controlados induzem angiogênese, recrutamento celular e modulação da dor. É não invasiva: sem agulha, sem anestesia.

Indicações

Para quem é indicado

  • Fasciopatia plantar crônica (fascite plantar) — indicação clássica com forte evidência
  • Epicondilite lateral (cotovelo do tenista)
  • Tendinopatia patelar, calcânea (Aquiles) e do manguito rotador
  • Tendinopatia calcificada do ombro
  • Retardo de consolidação óssea selecionado e outras entesopatias crônicas

Como é realizado

Passo a passo

  1. Diagnóstico clínico define o alvo — o foco é clínico, e não guia por imagem de rotina (posição do consenso internacional de 2025)
  2. Escolha do tipo e da energia: baixa (<0,10 mJ/mm²), média (0,10–0,28) ou alta (≥0,29) conforme o tecido
  3. Sessões de 5 a 15 minutos com gel, sem necessidade de anestesia local
  4. Em tendões: 3 a 5 sessões; em osso: mínimo 3 a 4; intervalo de 1 a 2 semanas
  5. Evitar anti-inflamatórios no período do tratamento (atenuam o estímulo)

Recuperação

Depois do procedimento

Recovery leve — a grande vantagem de uma terapia não invasiva:

  • Atividade ajustada por 24–48 h após cada sessão
  • Melhora progressiva: o efeito clínico aparece em torno de 6 semanas
  • O benefício costuma se manter por cerca de 10 meses

Evidência

O que a ciência diz

A ESWT tem evidência robusta em fasciopatia plantar e epicondilite lateral — é liberada pela FDA justamente para essas duas condições. O consenso internacional publicado no British Journal of Sports Medicine (Rhim et al., 2025), com 41 especialistas de 13 países, consolidou parâmetros de energia, número de sessões e cuidados (sem anestesia local, evitar AINEs, foco clínico).

Perguntas frequentes

Sobre as ondas de choque.

Ondas de choque doem?

A sensação é de pressão/percussão intensa no ponto tratado — desconfortável para alguns, tolerável para a grande maioria. Não usamos anestesia local: a sensibilidade do paciente é parte do controle de dose.

Focal ou radial — qual preciso?

Depende do alvo: lesões profundas ou ósseas pedem focal; tendinopatias superficiais respondem bem à radial. Muitos protocolos combinam as duas. A escolha é feita na avaliação.

Quantas sessões até melhorar?

Em tendões, um ciclo típico é de 3 a 5 sessões com intervalo de 1–2 semanas. O efeito clínico se consolida por volta da 6ª semana — paciência faz parte do protocolo.

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