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Procedimento · Medicina do Esporte
Terapia extracorpórea de ondas de choque (ESWT): estímulo mecânico de alta energia que induz angiogênese, modula a dor e reativa a cicatrização em tendinopatias e fasciopatias crônicas — sem agulha.
O que é
As ondas de choque são pulsos acústicos de alta energia aplicados sobre o tecido lesado. Existem duas famílias: focal (energia concentrada em profundidade definida) e radial (pressão difusa, mais superficial). A escolha depende do tecido e da profundidade do alvo.
O mecanismo é o oposto do que o nome sugere: não é “quebrar”, é estimular — microestresses controlados induzem angiogênese, recrutamento celular e modulação da dor. É não invasiva: sem agulha, sem anestesia.
Indicações
Como é realizado
Recuperação
Recovery leve — a grande vantagem de uma terapia não invasiva:
Evidência
A ESWT tem evidência robusta em fasciopatia plantar e epicondilite lateral — é liberada pela FDA justamente para essas duas condições. O consenso internacional publicado no British Journal of Sports Medicine (Rhim et al., 2025), com 41 especialistas de 13 países, consolidou parâmetros de energia, número de sessões e cuidados (sem anestesia local, evitar AINEs, foco clínico).
Perguntas frequentes
A sensação é de pressão/percussão intensa no ponto tratado — desconfortável para alguns, tolerável para a grande maioria. Não usamos anestesia local: a sensibilidade do paciente é parte do controle de dose.
Depende do alvo: lesões profundas ou ósseas pedem focal; tendinopatias superficiais respondem bem à radial. Muitos protocolos combinam as duas. A escolha é feita na avaliação.
Em tendões, um ciclo típico é de 3 a 5 sessões com intervalo de 1–2 semanas. O efeito clínico se consolida por volta da 6ª semana — paciência faz parte do protocolo.
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